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Estudo da Hydra virides

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5. Estudo da Hydra virides (Hidra Verde) 

As hidras verdes são cnidários em formato de pólipos solitários, encontradas em água doce. Possuem o poder de se movimentar ativamente. Possuem comprimento de no máximo 30 milímetros. São da cor verde devido às zooclorelas, que vivem em simbiose, nas células endodérmicas. 

Morfologia externa 

O corpo da Hydra tem a forma de um tubo alongado. A boca está situada no hipóstoma, na extremidade apical e rodeada de 4 a 12 tentáculos. O pólo inferior do corpo da hidra é fechado e bem largo, formando uma base que permite o deslocamento e a fixação no substrato. 

Estrutura anatômica 

O corte longitudinal mostra que o animal possui uma grande cavidade central, denominada ênteron, que estabelece comunicação com as cavidades dos tentáculos. Somente a boca permite a relação do ênteron com o meio externo. A parede do corpo é constituída por duas camadas celulares, a mais interna é denominada gastroderme, e a mais externa é denominada epiderme. 

Entre essas duas camadas celulares encontra-se a mesogléia, uma camada gelatinosa que atua como mecanismo de suporte. 

Nutrição 

São animais carnívoros que se alimentam de microcrustáceos, larvas de insetos e macrocrustáceos. A digestão é extra e intracelular.

Excreção 

As substâncias de excreções são eliminadas para o meio externo por difusão. 

Respiração 

Ocorre por difusão. 

Sistema nervoso 

O sistema nervoso das hidras é difuso, pois não possui um sistema nervoso central, e pouco desenvolvido. É constituído por uma rede de células nervosas, encontradas entre a epiderme e a mesogléia.
 
Existem células sensoriais encontradas principalmente nos tentáculos, que estão ligadas às células nervosas, e que por sua vez se comunicam com as fibrilas das células musculares. Juntas, esses três tipos de células formam mecanismo senso-neuromotor que reagem de forma coordenada aos estímulos que recebem, produzindo o arco-reflexo. 

Reprodução 

Reprodução assexuada – ocorre por brotamento e regeneração 

Brotamento: na parte lateral da hidra, as células intersticiais formam por divisão ou diferenciação, uma expansão denominada broto. Tal broto se desenvolve e se desprende da hidra, originando um novo animal, ou não se separam e passam a viver em colônia. 

Regeneração: a partir de fragmentações de uma hidra pode ocorrer a regeneração e um novo indivíduo completo ser formado. 

Reprodução sexuada – grande parte das espécies apresenta seres dióicos, uma minoria é representada por seres monóicos. As gônadas (glândulas produtoras de gametas) se formam a partir de células intersticiais, apresentando-se temporariamente como saliências na parede do corpo.
Os testículos são saliências em forma de cone que possuem no seu interior os espermatozóides. O ovário é uma saliência de forma arredondada que possui no seu interior apenas um óvulo. Os espermatozóides são liberados na água e nadam ao encontro do óvulo. Após a fecundação, o embrião desprende-se do corpo materno envolvido por uma camada resistente, e posteriormente é liberado, originando uma nova hidra.
Observação: não apresenta estágio larvário, o desenvolvimento é direto. 

Metagênese na Obelia sp 

A Obelia sp se reproduz por metagênese (alternância de gerações). A fase sexuada é realizada nas medusas, e a fase assexuada é realizada nos pólipos.
 

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