A mais importante característica dos vírus é o parasitismo celular obrigatório. Se bem que partículas individuais dos vírus sobrevivam por períodos variáveis em ambientes extracelulares, a sobrevivência da espécie depende inteiramente de multiplicação intracelular e, portanto, de sucessivos ciclos de associação com organismos hospedeiros mais evoluídos (bactérias, plantas e metazoários). Com efeito, todas a tentativas de cultivá-los em meio de cultura inanimado fracassaram. Dessa características resulta toda a importância dos vírus pois, frequentemente, ao parasitismo obrigatório se associa a patogênese.
Do parasitismo obrigatório decorrem ainda duas importantes consequências: a formação de inclusões intracelulares e o desenvolvimento de técnicas especiais de cultura artificial do vírus. Inclusões intracelulares (protoplásmicas e ou intranucleares) já são conhecidas em várias viroses, tanto vegetais como animais. Tais inclusões são interpretadas, atualmente, como colônias intracelulares do vírus. Ex. inclusões cristalinas hexagonais como em TWV, inclusões em massa compacta como em Tristeza do Citrus, inclusões cilíndrico-lamelares como no Mosaico Comum do feijoeiro, inclusões nucleares como no vírus da Gomphrena, etc.
Em todas as técnicas especiais de cultura artificial dos vírus é imprescindível a presença de células vivas. Os métodos mais usados para o cultivo de vírus de interesse médico são a cultura de tecido e a cultura do ovo embrionado. O vírus de interesse fitopatológico não são muito estudados sobre esse aspecto.
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