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A importância para o homem

Os poríferos possuem grande importância ecológica - fazem simbiose com organismo fotossintéticos.

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Os poríferos possuem grande importância ecológica – fazem simbiose com organismo fotossintéticos (zooxantelas – matriz amarelada ou cianobactérias – matriz verde, violeta, marrom), vivem em águas rasas e claras, aumento na taxa metabólica entre 33% e 80%. Abriga grande comunidade de organismos aquáticos. Servem de alimento para muitas teias alimentares. 

Geralmente estão associados com recifes de corais, abrigando grande diversidade de organismos marinhos.

Doenças Transmitidas
Esponjas
Essencialmente marinhas, dos mares árticos até os tropicais, vivem desde a linha de maré baixa até profundidades de 6.000 metros. Incapazes de movimento e com o aspecto semelhante ao de várias plantas, apresentam o corpo poroso com formato e coloração variados e tamanhos que vão de 1 mm a 2 m de diâmetro. Fixam-se a rochas, conchas e outros objetos sólidos. Apresentam um esqueleto de sustentação formado de fibras irregulares de espongina __ escleroproteína contendo enxofre, daí o odor desagradável após algum tempo fora da água __, combinadas com espículas calcárias (esponjas calcárias) ou silicosas (esponjas de vidro). A título de curiosidade, a esponja comercial, usada no banho, é o esqueleto flexível (espongina) de uma esponja marinha com todas as partes vivas retiradas. Em algumas espécies, mais evoluídas, as espículas estendem-se para fora da superfície do corpo produzindo uma aparência cerdosa. Seu epitélio externo, formado por células finas e chatas, pode secretar substâncias químicas irritantes (peçonha) para a pele humana. 

Aspectos Médicos
O resultado de um contato com as espécies mais perigosas, onde suas espículas penetram na pele com a conseqüente inoculação da peçonha, é uma dermatite desagradável e/ou dolorosa (reações alérgicas e/ou inflamatórias). 

Prevenção

Para evitar acidentes com as esponjas-marinhas, na verdade não muito comuns, recomenda-se o uso de luvas para o manuseio destes animais. A roupa de neoprene dos mergulhadores protege em caso de contato brusco. 

Tratamento

O tratamento da lesão causada pela esponja visa eliminar os efeitos da dermatite e se resume às medidas abaixo descritas. Irrige a região afetada com ácido acético à 5% (vinagre) por 10 a 15 minutos. Após essa aplicação, seque a pele. Depile o local afetado com esparadrapo ou lâmina, para remover a maior parte das espículas que possam estar encravadas na pele. Repita o tratamento com ácido acético à 5% por 5 minutos. Aplique uma camada fina de loção de hidrocortisona 0,5 a 21%, 2 vezes ao dia, até que a irritação desapareça. Não inicie o tratamento com a aplicação de hidrocortisona antes do ácido acético. Nas manifestações alérgicas graves, com formação de grande edema, flictenas e fortes dores locais, administrem medicação sistêmica (antihistamínicos e/ou corticosteróides), de acordo com a gravidade do caso. Caso haja sinais de instalação de infecção, suspenda os corticóides e administre antibióticos com ampla cobertura para germes gram-positivos e anaeróbios principalmente (penicilinas).

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