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Caio Prado Júnior



Político e historiador brasileiro nascido em São Paulo, um dos maiores intelectuais brasileiros e que desenvolveu obras essenciais para a compreensão do processo de formação histórica do Brasil, além de se destacar como ativista político. Terceiro entre os quatro filhos de Caio e Antonieta Silva Prado, teve formação escolar esmerada, orientado por professores particulares, como era comum entre as elites daquela época. Ingressou no colégio jesuíta São Luís (1918), na Avenida Paulista. Permaneceu até a conclusão de sua formação secundária, havendo apenas um interregno de um ano quando em razão de doença e um de seus irmãos, ele e sua família, passaram uma temporada na Inglaterra, onde freqüentou o Colégio Chelmsford Hall, em Eastbourn (1920).

Estudou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (1924-1928), formando-se bacharel em ciências jurídicas e sociais aos 21 anos. Na Faculdade de Direito iniciou sua preparação crítica no ensaísmo político e, logo depois de formado exerceu a advocacia por alguns anos. Durante sua formação universitária e prática advocatícia, vivenciou toda a efervescência política, social e cultural no Brasil, durante as décadas de 20 e 30. Iniciou suas atividades políticas ingressando no Partido Democrático (1928). Participou ativamente da Revolução (1930) e filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro. Fez uma viagem de estudos à União Soviética (1933) e publicou um livro de viagens, URSS, um novo mundo (1934). Assumiu a vice-presidência da Aliança Nacional Libertadora, motivo por que foi preso (1935) por dois anos. 
Exilou-se na Europa (1937-1939) e de volta ao Brasil (1940), lançou sua obra mais importante: Formação do Brasil Contemporâneo (1942) um clássico da historiografia brasileira, discorrendo sobre a formação histórica do Brasil.

Como empreendedor fundou a Editora Brasiliense (1943), com o amigo Monteiro Lobato. Depois da queda do governo de Getúlio Vargas, foi eleito Deputado Estadual pelo PCB (1947), mas teve o mandato cassado por causa de seu pensamento marxista. Passou a dedicar-se ao ramo editorial, à frente da Editora Brasiliense, da Gráfica Urupês e da Revista Brasiliense, fechada pela ditadura (1964) quando teve então cassados seus direitos políticos. Exilou-se no Chile, foi preso na volta ao Brasil (1971) e condenado por subversão pelo Superior Tribunal Militar e preso, mas no ano seguinte o Supremo Tribunal Federal concedeu-lhe habeas corpus em votação unânime. Outras obras importantes foram A evolução política do Brasil (1933), História econômica do Brasil (1945), Estruturalismo e marxismo (1971) e História e desenvolvimento (1972). Faleceu na mesma cidade onde nasceu, em 23 de novembro (1990), aos 83 anos.

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