
Gramático, tradutor, poeta, filósofo e astrônomo hebreu nascido provavelmente em Toledo, Espana, famoso por escrever numerosos tratados éticos, incluindo interpretações neoplatônicas e muitos outros comentários bíblicos. Dedicou-se inicialmente à poesia, mas tem também trabalhos na área da gramática, astrologia e matemática. Durante parte da sua vida fez muitas viagens pelo Norte de África, onde visitou provavelmente o Egito, e pela Europa, onde visitou várias cidades famosas na época como Roma (1140), Salerno (1141), Mantua (1145), Verona (1146), Lucca (1148), Beziers (1156), Londres (1158), Narbonne (1160) etc, onde contatou com famosos intelectuais da época.
Um dos primeiros tradutores de obras do árabe para o hebreu, escreveu vários livros de matemática e astrologia, e quando descobriu que os judeus italianos não conheciam a gramático do hebreu escreveu uma especialmente para eles que se tornou um best-seller. Introduziu o sistema decimal para os judeus e conseqüentemente para o mundo cristão, apresentando um sistema numérico com os nove primeiros numerais alfabéticos hebraicos e simbolizando o zero por um círculo no sistema decimal posicional para os inteiros. Nunca defendeu abertamente pois isso o condenaria à morte, mas não acreditava que Moisés tivesse escrito o Torah no Monte Sinai e, sim, durante um período de tempo bem maior, e morreu, provavelmente em Roma.
De sua autoria conhecem-se vários textos, escritos em hebreu, relacionados principalmente com a matemática, como Sefer ha-Echad, O livro da Unidade, onde descreveu os símbolos hindus para os algarismos de 1 a 9, utilizando as nove primeiras letras do alfabeto hebraico para representar os algarismos e o sistema decimal apenas para os números inteiros e o sistema sexagesimal para as frações. Em Sefer ha-Mispar, O Livro do Número, onde descreve o sistema decimal apenas para os números inteiros e o sistema sexagesimal para as frações, e utiliza o zero que representou com a forma de uma circunferência e o chamou de galgal, que significa roda ou círculo. No seu livro de astrologia Sefer ha-Olam, O Livro do Mundo, discutiu o aspecto dos planetas e o número possível das conjugações dos sete planetas, incluindo o sol e a lua, que acreditava que as conjugações tinham uma forte influência na vida.
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