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Zen[o/on/ão] de Cí[c/t]ion [ou Critium], o estóico

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(332 – 262 a. C.)

Mercador e filósofo de origem cipriota-fenícia nascido em Cícion, Chipre, fundador em Atenas, da Estoá, a maior das escolas da época helenística e berço da filosofia do estoicismo. a partir do conhecimento adquirido com a leitura do livro Memorias, de Jenofonte, resolveu estudar filosofia. Inusitadamente depois de um naufrágio bem em frente ao Pireu, o porto de Atenas (315 a. C.), provavelmente vindo de Chipre, foi recolhido das águas e enquanto recuperava-se do choque, iniciou a leitura de um tratado de Xenofonte. Embevecido, procurou lê outros livros como Memorias, de Jenofonte, e foi estudar na Academia Ateniense (312 a. C.), onde foi discípulo de Crates e Estilpone Megárico, Jenócrates e Polemón. Fundou uma escola no Stoá poikilé, ou Pórtico Pintado ( ~ 300 a. C), de onde derivou o nome de estoicismo e, assim tornou-se o introdutor em Atenas dessa doutrina filosófica de origem oriental, caracterizada sobretudo pela consideração do problema moral. Eram teorias sobre como o indivíduo ainda poderia ser feliz, mesmo subjugado ou escravizado, usando da tranqüilidade, equanimidade e paz espiritual. Seus mais famosos seguidores são os também filósofos gregos Panécio, Cleanto e Crisipo e os romanos Epícteto e Marco Aurélio. Só o fato de não ser ele de Atenas, bastava para que sua filosofia não adotasse a diferença entre nações, como entre gregos e bárbaros. A atenuação do cinismo se deu só ao tempo dos estóicos, do segundo pórtico, que admitiram as honras da prática e a glória. Esta peculiaridade era uma concessão ao espírito romano. Foi sobretudo no estoicismo, herdeiro do cinismo, que se formaram os filósofos e juristas que plasmaram a filosofia social do mundo helênico e do Direito Romano. Provavelmente morreu em Atenas, e entre seus muitos títulos, como De las pasiones, Del deber e De la naturaleza, somente se conhecem alguns fragmentos. Para ele, as formas políticas não tinham importância, nem a concepção do cidadão cumpridor das vontades do estado o agradava. Defender direitos particulares, leis exclusivas, ou privilégios de casta ou de raça, era-lhe inaceitável e as exigências cívicas pareciam-lhe uma extravagância. Cada cidadão deveria cuidar de se aperfeiçoar e desenvolver defesas internas, morais e psicológicas, contra as desgraças da vida e contra os atropelos da natureza, para desta maneira tornar a vida mais suportável.

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