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Theodor Maximilian Bilharz

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Anatomista e helmintologista alemão, professor da Escola de Medicina do Cairo, que descobriu e descreveu, no Egito, o esquistossômulo do Schistosoma haemotobium (1851) quando trbalhava no Kasr-el-Aini hospital, no Cairo, Egito. Estudou medicina em Freibury e em Tubinngen, onde se especializou em anatomia, e despertou um particular interesse por helmintologia, estudando com seu professor, Karl Theodor von Siebold. Contratado (1850) pelo vice-rei de então de Egito, Abbas I, como o diretor da Universidade de Medicina Kasr-EL-Aini, do Cairo, o professor Wilhelm Griesinger, de Kiel. levou-o junto como seu assistente. Com 25 anos, chegou ao Egito onde se tornou professor e trabalhou como médico em Khedive.

E lá trabalhando fez a descoberta de sua vida encontrando o haematobium de Distomum (1851), rebatizado mais tarde como Haematobium de Schistosoma. Infelizmente quando ele descobriu seu parasita a escola médica tinha declinado consideravelmente, e mais tarde esse e seu amigo, Griesinger, retornou a Alemanha. Ele, entretanto, preferiu permanecer no Egito, trabalhando no Hospital Kasr el Aini da Universidade do Cairo. Desgraçadamente, em uma expedição a Massawah (1862), com o Duque de Saxe-Saxe-Coburg-Gotha-Gotha, contraiu tifo e morreu.

Porém deixou seu nome ligado definitivamente a história da medicina no Egito e foi fundado o Theodor Bilharz Research Institute, em Giza, uma referência em pesquisa médica naquele país africano. Deve-se observar que o descobridor do Schistossoma mansoni foi o cientista brasileiro, Manuel Augusto Pirajã da Silva (1873-1961) que morreu antes da descoberta do medicamento. 

O verme causador da esquistossomose intestinal não é nativo do Brasil, tendo chegado ao país durante o período da escravidão, com os africanos provenientes de regiões endêmicas. Popularmente conhecida como barriga d’água, também é chamada de bilhardiose, em homenagem ao descobridor do parasita.

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