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Teresa de Cepeda y Ahumada

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Freira carmelita espanhola nascida em Ávila, Castela, famosa reformadora da ordem dos Carmelitas. De família nobre, órfã de mãe (1529), entrou no convento das Carmelitas da Encarnação de Castela (1535). No convento adoeceu gravemente (1537) e permaneceu inválida por três anos, período em que aprendeu a orar mentalmente. Recuperada, viveu cerca de mais 15 anos em crise espiritual, até ter uma visão do Cristo crucificado. 

A partir de então, trabalhou sem descanso pela reforma da ordem, fundou mosteiros e escreveu uma obra literária que talvez seja a mais importante da Espanha quinhentista. Considerando o retorno da ordem do Carmelo à primitiva pureza e austeridade, suas idéias enfrentaram hostilidade por parte de personalidades da igreja. Apesar de tudo, obteve autorização de Pio IV e fundou o convento de São José em Ávila (1562).

Essa obra gerou reação negativa por parte de personagens públicos e religiosos, porém ela insistiu de modo incondicional tanto na pobreza como nos donativos públicos para a subsistência da casa. Cinco anos depois, o convento foi inspecionado pelo prior-geral da ordem, João Batista Rossi, que não só aprovou a obra como insistiu para que ampliasse o movimento. Ajudada pelo padre carmelita Juan de Yepes, mais tarde são João da Cruz, estendeu a reforma também aos padres. 

Anos depois (1575), uma grande disputa dividiu os carmelitas em duas facções: os descalços, partidários da regra primitiva, e os calçados ou da regra mitigada. Com a vitória dos caçados ela foi recolhida a um convento em Castela e João foi preso, em Toledo (1577). Por empenho do rei Filipe II da Espanha, ela recobrou a liberdade de ação e pôde continuar sua obra e, por decisão de Gregório XIII, os descalços ganharam o direito de constituir uma ordem independente (1580).

Ao longo da vida, fundou 16 conventos e 14 mosteiros. Auto-intitulada Teresa de Jesus começou a escrever (1562), influenciada por santo Agostinho e por sãoPedro de Alcântara, e tornou-se uma das maiores escritoras em língua castelhana, com a maioria de seus trabalhos publicados postumamente. Em seus textos curiosamente condenava os excessos de severidade ascética, apesar de sua ordem praticar a sobriedade e a reclusão. Morreu em Alba de Tormes, durante uma viagem de Burgos para Ávila.

Canonizada por Gregório XV (1622), é festejada na Espanha em 27 de agosto, e no resto do mundo em 15 de outubro. Foi a primeira mulher a receber o título de doutora da igreja, por decreto de Paulo VI (1970). Entre seus livros citam-se Libro de su vida (1601), Libro de las fundaciones (1610), Camino de la perfección (1583) e Castillo interior ou Libro de las siete moradas (1588). Escreveu também poemas, dos quais restam 31, e enorme correspondência, com 458 cartas autenticadas.

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