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Samuel Ruben

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Inventor norte-americano nascido em Harrison, NJ, inventor do condensador eletrolítico e da bateria alcalina, as famosas baterias de óxido de mercúrio, empregadas de marcapassos a satélites e o fundador da Duracell a empresa mundialmente conhecida como fabricante da famosa bateria. A história da Duracell começa nos anos 1920 com o encontro desse inventivo cientista e um criativo fabricante de filamentos de tungstênio, Philip Rogers Mallory, dono da P.R. Mallory Company.

Essa sociedade duraria até a morte de Mallory (1975), com a Duracell International. As invenções do cientista revolucionaram tecnologia de bateria, com grande impulso a partir da Segunda Guerra Mundial, quando ele inventou a pilha de mercúrio bem mais duráveis que as baterias de carbono de zinco, principalmente em climas severos, em uso em lanternas, detectores de minas e walkie-talkies. A P.R. Mallory fabricou milhões de pilhas de mercúrio para o esforço de guerra. Depois da guerra fundaram a Mallory Battery Company. Na década seguinte ele melhorou a bateria de manganês alcalina, fazendo-a mais compactas muito mais duráveis que quaisquer concorrentes. A introdução do flash embutido para as máquinas fotográficas pela Eastman Kodak precisavam de pilhas de manganês alcalinas mas em um tamanho novo, o AAA. Mallory os criou, e também autorizou a tecnologia para outras companhias, pois naquele momento, não tinha como atender toda a demanda mundial.

A marca de Duracell foi introduzido (1964) e logo, o mercado consumidor destas baterias subiu verticalmente a ponto da produção chegar a ser racionados nos anos 1970. Hoje a Duracell é produtora de baterias alcalinas de alto-desempenho e acredita não haver nenhum limite no potencial de poder portátil no futuro. Além de descobrir a capacidade de ocupar menos espaço das pilhas de mercúrio, desenvolveu condensadores eletrolíticos para rádio e TV.

Cientista norte-americano nascido em São Francisco, um dos descobridores do carbono 14 e um dos mais brilhantes pioneiros do mundo da ciência nuclear, especialmente no uso de isótopos radioativo dos elementos claros. Ganhou o B.S. (1935), ano em que se casou com Helena West, e o Ph.D. (1938) pela University of California. Brilhante em análise de problemas complexos e extremamente diligente inventando técnicas novas e originais para a solução deles, descobriu (1940) com Martin D. Kamen (1913–2002), o carbono 14, o radioisótopo de longa-vida que revolucionou a metodologia da investigação científica, desempenhando um papel crucial na compreensão de mecanismos biológicos, e pavimentou o método do radiocarbono para datações arqueológicas e artefatos históricos.

Infelizmente, enquanto estava trabalhando como Official Investigator para o Office of Scientific Research and Development, em Berkeley, sofreu um acidente no laboratório (1943) que lhe foi fatal, deixando Helena viúva com três crianças órfãs de pai. Durante vários meses que precedem sua morte, ele dedicou-se completamente a um programa de pesquisa de guerra, inclusive no dia do acidente, tinha recebido uma mensagem para desenvolver uma perigosa experiência. Dessa maneira, como uma característica de sua natureza , ele assumiu a responsabilidade e afastou seus assistentes do perigo, inclusive isolando-se de seu colega Kamen.

Apesar de ter morrido muito jovem, suas contribuições científicas foram excelentes e os métodos que ele criou ainda serão empregados por muitas gerações de químicos. As suas maiores realizações foram o resultado de suas pesquisas como investigadores no curso das reações biológicas. Sua pesquisa em fotossíntese teve reconhecimento mundial e revolucionou pontos de vista tradicionais geralmente aceitos, e com sua morte o processo de fotossíntese permaneceu misterioso por muito tempo. Excelente como professor, generoso e desinteressado por bens materiais, mereceu o amor e admiração de seus colegas, assim como sua ingenuidade e ansiedade científica levou-o à morte. Sua principal publicação foi o paper Ruben, S.; Kamen, M. D. – Radioactive Carbon of Long Half-Life. Phys. Rev. 1940, 57, 549.

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