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Samson Flexor

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Pintor brasileiro nascido em Soroka, na Romênia, pioneiro do abstracionismo no Brasil. Estudou na Escola Superior de Belas-Artes e na Academia Ranson, ambas em Paris, onde iniciou (1926) suas participações em salões de outono, das Tulherias e dos Independentes, inicialmente dedicando-se à pintura mural e aos temas sacros. Ligou-se a Henri Matisse, Fernand Léger e André Lhote e fez a primeira exposição individual, em Paris (1927).

Depois expôs também em Lisboa, Nova York, Bruxelas e Stuttgart, antes de uma visita ao Brasil, que acentuou a motivação de mudança em sua obra. Encantado com a luz e a cor do nosso país, transferiu-se para o Brasil (1946) e, tocado por essa experiência realizou trabalhos com temas brasileiros, apresentados em sua última exposição em Paris (1948). São desse período trabalhos como Natureza Morta (1948) e Violão (1948). Adotou a cidadania brasileira e radicou-se em São Paulo, onde pintou uma série de estudos expressionistas e cubistas, Composições sobre o tema da Paixão de Cristo, realizada para a Igreja Nossa Sra de Fátima ( 1948-1950), cumprindo um voto feito durante a segunda guerra mundial.

Estimulado por Léon Degand, que dirigia o Museu de Arte Moderna de São Paulo, dedicou-se à pintura abstrata e fundou o movimento Ateliê Abstração (1951), com a proposta de criar um espaço para desenvolver uma ordenação calculada das formas e cores. A segunda fase de sua carreira, chamada de Sala Abstração Plena, ganhou um núcleo com algumas de suas obras fundamentais, como Invenção Baiana (1952). A partir daí é que a obra dele adquiriu um ritmo mais brasileiro, a mais produtiva de sua carreira (1952-1956) até chegar ao ponto vertiginoso de obras como os Vai e Vem, Abstração Lírica, Abstração Outra, Transparências, e finalmente Bípedes, este um destacado conjunto de cinco obras exibido na IX Bienal de São Paulo (1967), que causaram grande impacto no público, e morreu na cidade de São Paulo.

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