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Rómulo Gallegos Freire

Escritor, novelista e político venezuelano nascido em Caracas, ex-presidente da Venezuela. De uma família humilde de Caracas, estudou no Colegio Sucre e se licenciou em Filosofía, Literatura y Matemáticas e abandonou os estudos de direito e agrimensura na Universidade Central da Venezuela para dedicar-se ao ensino e à política. Começou sua carreira literária (1909), ano em que participou da fundação da revista La Alborada. Participou do movimento modernista e seu primeiro livro foi a coletânea de contos Los aventureros (1913). 

Foi professor (1912-1930) e dirigiu o Liceo Federal de Barcelona, Venezuela, la Escuela Normal de Caracas e o Liceo Andres Bello, de Caracas. Durante este período, publicou numerosas novelas centradas no cotidiano de seu país, como Reinaldo Solar (1920), La rebelión (1922), Los inmigrantes (1922), La trepadora (1925) e Doña Bárbara (1929), romance que o consagrou definitivamente como escritor. Senador durante o regime de Juan Vicente Gómez, rebelou-se contra o autoritarismo do presidente e exilou-se nos Estados Unidos (1931) e depois na Espanha (1931-1935), onde ativou sua produção literária. 

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Regressou à Venezuela (1936) e foi um dos fundadores do partido Acción Democrática, e foi nomeado Ministro de Educación, porém suas idéias reformistas na educação fracassar e foi demitido. Participou do golpe militar (1945) que levou ao poder Rómulo Betancourt e pela AD foi eleito para a presidência da república (1947). Exerceu o mandato de fevereiro até novembro do mesmo ano, sendo destituído por outro golpe militar (1948) liderado por Marcos Pérez Jiménez. Exilou-se em Cuba e no México , onde continuou dedicando-se à literatura. 

Retornou ao país após a queda do ditador Jiménez, dez anos depois (1958) e morreu em Caracas deixando uma obra em destacaram-se ainda as novelas Cantaclaro (1934) e Canaima (1935), Pobre negro (1937), El Forastero (1942), Sobre la misma tierra (1943), La Brizna de paja en el viento (1952), Una posición en la vida (1954) e El Ultimo Patriota (1957) e o livro de contos La rebelión (1946). A Universidad de Columbia lhe conferiu o Doutorado Honoris Causa (1948), mas devido ao seu idealismo renunciou ao título (1955) quando a mesma distinção foi outorgada ao ditador guatemalteco Carlos Castillo Armas. 

Também foi distinguido por várias outras universidades, entre elas a Universidad de San Carlos, Guatemala (1951), a Universidad de Costa Rica (1951), a University of Oklahoma, USA (1951), a Universidad Central de Venezuela (1958), a Universidad de Los Andes, Venezuela (1958).

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