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Rodolfo Augusto

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Historiador brasileiro nascido em Ceará-Mirim, Rio Grande do Norte, de formação positivista, considerado mais um anotador competente, de gosto literário e correção de linguagem, que elaborador de história. Filho de Augusto Carlos de Amorim Garcia e de Maria Augusta de Amorim Garcia, pretendia seguir a carreira das armas e cursou o Colégio Militar do Ceará e a Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro. Porém acabou sendo desligado e retornou ao Nordeste, matriculou-se na Faculdade de Direito do Recife de onde saiu, bacharel e doutor (1908).

Ainda estudante colaborou no jornal Estado de Pernambuco e na revista Cultura Acadêmica e depois lecionou História, Geografia, Francês e Português nos Colégios Wolf e Santa Margarida, em Pernambuco. Depois do ensaio Nomes de aves em língua tupi (1913), editou dois anos depois, Dicionário de brasileirismos (1915), para o qual reuniu informações por cerca de 15 anos.

Logo depois mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se tornou amigo do Conde de Afonso Celso, de Américo Lacombe, Capistrano de Abreu e Hélio Viana. Foi assessor, bibliotecário e tornou-se membro destacado do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1921), enquanto colaborava com vários jornais, revistas e boletins publicados por instituições culturais. Seu trabalho de maior repercussão foi a 3ª edição anotada da História geral do Brasil, de Varnhagen, em cinco volumes (1927-1936), trabalho este dividido com Capistrano de Abreu.

Foi nomeado diretor do Museu Histórico Nacional (1930), substituindo Gustavo Barroso que havia sido demitido do cargo por motivos políticos. Criou o Curso de Museus (1932), que funcionou nas dependências do referido Museu e foi diretor da Biblioteca Nacional (1932-1945). Membro da Academia Brasileira de Letras eleito em 2 de agosto (1934), foi empossado a 13 de abril (1935) na cadeira de Varnhagen.

Passou a sócio efetivo a benemérito do IHGB (1943) e morreu no Rio de Janeiro, RJ. Entre outras publicações destacaram-se Cartas de Nóbrega (1931), aos Feitos de D. João IV, de D. Francisco Manuel de Melo (1940), e ao poema O Uraguai, de Basílio da Gama (1941). Também foi de sua autoria a publicação Classificação bibliográfica. Da Classificação Decimal a suas vantagens (1929), transcrita no Boletim do Museu Nacional.

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