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Roberto Ventura

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Pesquisador, professor e ensaísta de literatura nascido no Rio de Janeiro, um dos principais estudiosos da obra de Euclydes da Cunha no país. Fez mestrado na PUC-RJ e doutorados na USP e na Universidade de Rühr, em Bochum, na Alemanha. Foi articulista da Folha entre (1988-1990) e, professor da Universidade de São Paulo, tornou-se livre docente na USP (1999) e também colaborava com diversas publicações acadêmicas.

Sua primeira obra de importância foi História e Dependência: Cultura e Sociedade em Manoel Bonfim (1984), em parceria com Flora Süssekind. Três anos depois publicou Escritores, Escravos e Mestiços em um País Tropical, também sobre a formação da crítica literária no país e os principais debates intelectuais na virada do século IX para o XX. Depois vieram Estilo Tropical (1991), Folha Explica Casa-Grande & Senzala (2000) e o póstumo Folha explica Os sertões (2002).

Morreu vítima de um acidente de carro no interior do Estado de São Paulo, onde participara de uma série de conferências sobre Euclydes da Cunha (1866-1909) e o centenário de sua famosa obra Os Sertões, quando seu carro colidiu com a traseira de um caminhão, próximo a cidade de Mogi-Guaçu, na altura do km 186 da rodovia Adhemar de Barros (SP 340). Deixou viúva a jornalista Márcia Zoladz, 47, e órfão o filho Thomaz Zoladz Ventura, 14. O corpo foi velado no Salão Nobre da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e foi cremado no cemitério da Vila Alpina, na zona oeste da cidade.

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