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Robert Huber

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Químico alemão nascido em München, cientista do Max-Planck-Institut für Biochemie, Martinsried, agraciado com o Prêmio Nobel de Química (1988), juntamente com outros alemãs, Johann Deisenhofer, do Howard Hughes Medical Institute and Department of Biochemistry, University of Texas Southwestern Medical Center at Dallas, TX, e Hartmut Michel, do Max-Planck-Institut für Biophysik, Frankfurt/Main, por determinar a estrutura de complexas proteínas que são essenciais para a fotossíntese. 

Primogênito do caixa de um banco, Sebastian, e da dona de casa Helene Huber, teve vida difícil durante a guerra, entrou para o Humanistische Karls-Gymnasium, em München (1947) onde inicialmente estudou latim e grego, ciências naturais e química. 

Deixou o Ginásio e passou no Abitur (1956), o vestibular alemão, e continuou o estudo de química no Technische Hochschule, depois Technische Universität, em München, onde se diplomou em química (1960). Ganhou um Stipendium, espécie de bolsa de estudos, do Bayerisches Ministerium für Erziehung und Kultur e depois do Studienstiftung des Deutschen Volkes o ajudou aliviar problemas financeiros da família e lhe permitiu continuara com os estudos. 

Casou com Christa Essig (1960) e o casal teve quatro crianças (1961/1963/1966/1976). Parte de seus estudos foi desenvolvido no laboratório de Karlson, no Physiologisch-Chemisches Institut der Universität München, especialmente em cristalografia, assunto em que fez sua primeira descoberta (1963) com o colega de laboratório Hoppe. 

Aceitou o convite (1971) da Universidade de Basel para assumir a cadeira de biologia estrutural no Biozentrum e no Max-Planck-Gesellschaft e uma direção no Max-Planck-Institut für Biochemie. Permaneceu associado no Technische Universität München desenvolvendo pesquisas sobre a estrutura de proteínas, enzimas, anticorpos e complexos inibidores e, especialmente, de imunoglobulinas e seus fragmentos, e lá se tornou Professor (1976). 

A maioria dos seus estudos estruturais foram em colaboração com empreendimentos de outros laboratórios, muitos deles de países estrangeiros. Na década seguinte aprofundou-se mais no desenvolvimento de métodos de cristalografia de proteína, criando métodos e programas que estão em uso em muitos laboratórios no mundo hoje.

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