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René I de Nápoles

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Nobre francês nascido no castelo de Angers, cidade francesa do département de Maine-et-Loire, distando 191 milhas a sudoeste de Paris e a 50 a leste Nantes, situada numa área conhecida nos tempos pré-revolucionários como Anjou, que foi Duque de Anjou, Conde de Provença (1434-1480), Conde de Piedmont, Duque de Bar (1430-1480), Duque de Lorraine ou Lorença (1431-1453), Rei de Nápoles (1438-1442-1480) e de Jerusalém (1438-1480) e Aragão (1466-1480), incluindo Sicília, Majorca e Córsega.

Segundo filho de Louis II de Anjou, rei da Sicília, de quem ficou órfão (1417), e de Yolanda de Aragão, irmão Louis III, sucessor da coroa da Sicília e do ducado de Anjou, e de Marie d’Anjou, que casaria com o futuro rei Carlos VII da França e, portanto, se tornaria rainha da França. Casou-se (1419) com Isabellede Lorraine (1410-1453), filha mais velha de Charles I, Duque de Lorraine, tornando-se herdeiro do ducado de Bar. Viúvo, com Jeanne de Laval (1454), na abadia de São Nicolau, em Angers, com quem não teve filhos.

Com Isabelle, foi pai de John II(1425–1470), Duque de Lorraine, Louis of Anjou (1427-1443), Marquês de Pont-à-Mousson, Yolande de Lorraine (1428-1483), que casou (1445), em Nancy, com Frederick, Conde de Vaudémont, Margaret (1429-1482), que se casou com Henry VI da Inglaterra, Charles (1431-1432), Conde de Guise, e mais cinco que morreram prematuramente, além de mais alguns ilegítimos, como João (?-1536), Marquês de Pont-à-Mousson, que casou (1500) com Marguerite de Glandeves-Faucon, Jeanne Blanche(? -1470), a Madamoiselle de Mirebeau, que casou (1467) em Paris, com Bertrand de Beauvau (?-1474), Madeleine (?-1515-?), Condessa de Montferrand (1515), que se casou em Tours (1496) com Louis Jean, seigneur de Bellenave.

Juntou-se ao exército francês, em Reims (1429) e esteve presente a coroação de Charles VII. Com a morte de Louis of Bar (1430), tomou posse do ducado e, no ano seguinte, com a morte de seu avô, sucedeu-o no ducado de Lorraine. Porém essa herança foi reivindicada por Antoine Vaudemont que com ajuda dos borgonheses derrotou-o em Bulgneville (1431) e permaneceu prisioneiro até o ano seguinte (1432). Seu título como Duque de Lorraine foi reconhecido pelo Imperador Sigismund, em Basel (1434), o que fez o Duque de Bourgogne, região central da França e ao sul de Paris, Philip o Bom, aprisioná-lo por mais dois anos.

Com a morte do irmão Louis III e de Joana II, rainha de Nápoles, e o matrimônio de Marie de Bourbon, sobrinha de Philip, com John, duque de Calabria, seu filho primogênito, a paz cimentada entre os dois príncipes. Alfonso atacou Nápoles (1441) e expulsou o francês, que entretanto manteve o título de rei de Nápoles, embora nunca mais o recuperaria de fato. Com a morte da mãe, Yolanda (1442) e as negociações com os ingleses em Tours (1444), cidade do hoje département de Indre-et-Loire, Região Central, a paz foi consolidada com o matrimônio seu filha mais jovem, Margaret, com Henry VI da Inglaterra, em Nancy, cidade lorença do hoje département de Meurthe-et-Moselle.

Ainda participou de refregas contra os ingleses em Rouen, Formigny e Caen, e após a morte da Rainha Isabelle (1453). Depois de seu segundo matrimônio, com Jeanne Laval, filha de Guy XIV, Conde de Laval, e Isabel de Brittany, levou uma vida menos ativa e se dedicou mais para o artístico e a literatura. Aceitou a oferta dos catalãs revoltosos da coroa de Aragão (1466).

Depois de vários assassinatos e mortes naturais, deixou em testamento (1474), Bar para o único descendente homem sobrevivente dele, René II, Duque de Lorraine, filho de sua filha Yolanda, Condessa de Vaudémont, e Anjou e Provença para o sobrinho Charles, conde Le Maine. Morreu no dia 10 de julho (1480), em Aix-en-Provence, e foi enterrado na catedral de Raivas.

OBS: Nos conflitos religiosos que agitaram a França durante o século XVI, a Família Guise empenhou-se na defesa do catolicismo e na guerra dos três Henriques pelo trono francês. O nome da família tem origem num condado da região de Aisne, que foi entregue pela coroa (1506) a René II, duque de Lorena, e representou uma família de quase sete séculos (1047-1736).

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