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Raymond Lee Ditmars

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Naturalista e escritor norte-americano, nascido em Newark, New Jersey, notável autoridade em répteis que durante toda sua vida foi considerado o principal herpetologista do mundo. Formado na Barnard Military Academy, New York City (1891), passou cinco anos como curador assistente de entomologia no American Museum of History Natural, onde demonstrou sua habilidade e aptidão pela área científica em que se tornaria célebre preparando coleções de insetos e tornou-se professor (1896) em escolas da cidade. 

Trabalhou como repórter do New York Times (1898-1999) onde conheceu W. T. Hornaday que o levou para ser curador de répteis no New York Zoological Park, o Bronx Zoo (1899-1920) e curador de mamíferos (1910-1942), onde se tornou uma autoridade mundial em cobras. Morreu em New York e suas pesquisas, participações em expedições e publicações contribuíram notoriamente para o conhecimento de répteis e outros animais. Foi membro correspondente da Zoological Society of London e fellow da New York Zoological Society. 

Escreveu The Reptile Book (1907), Reptiles of the World (1909, rev. ed. 1933), Snakes of the World (1931), Strange Animals I Have Known (1931), Reptiles of North America (1936), The Making of a Scientist (1937), The Book of Insect Oddities (1938) e Field Book of North American Snakes (1939). Certa vez (1916) um seu funcionário, John Toomey, foi picado na mão por uma cascavel quando limpava uma gaiola do serpentário do Jardim Zoológico do Bronx. O famoso diretor do referido jardim fez-lhe uma aplicação dos cristais antivenenosos, que eram o único contraveneno que possuía

Estes cristais, antes de serem aplicados, eram fervidos por 45 minutos, até formarem o soro. Constatou que na maioria dos casos o soro não dava resultado, a inflamação aumentava e seu funcionário parecia condenado à morte iminente. Alguém lhe indicou procurar o Dr. Vital Brasil que se encontrava nos Estados Unidos, em Washington, para apresentar um trabalho ao Congresso Científico Pan Americano, sobre a descoberta de um novo soro antiofídico e que, após sua demonstração, seu produto tinha sido aprovado, por unanimidade, pelos cientistas daquele congresso. 

Ele foi apresentado ao cientista brasileiro e conseguiu trazê-lo no espaço livre de uma hora ao hospital onde a vítima torcia-se de forte dor. O convidado selecionou uma das ampolas da sua maleta e aplicou-lhe uma injeção e, duas horas depois, a vítima estava fora de perigo. Este fato serviu para consagrar definitivamente a descoberta do brasileiro perante as autoridades mundiais em répteis.

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