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Rainer Werner Fassbinder

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Cineasta alemão nascido em Bad Wörishofen, na Bavária germânica, que deu a sua obra uma interpretação de aguda consciência das questões políticas e sociais que afligiram o homem do século XX. Filho de um médico e de uma tradutora, foi educado nos colégios Rudolf Steiner, em Augsburg e Munique. Aos 16 anos largou a escola para se engajar num teatro vanguardista de Munique. 

Estudou no arte dramática no Fridl-Leonhard Studio, em Munique e foi um dos fundadores do Action Theater (1967), grupo que produziu obras originais e versões de autores como Goethe e Sófocles, onde estreou com a peça Katzelmacher (1968). No ano seguinte realizou seu primeiro longa-metragem, Liebe ist Kälter als der Todt (1969), e nos 12 anos que se seguiram realizou 41 filmes para o cinema e televisão e várias peças teatrais, todos com críticas aos valores sociais. 

Com Katzelmacher (1969) apresentado no Mannheim Film Festival, ganhou o Film Critics’ Prize da German Academy for Outstanding Artistic Achievement. Foi membro fundador da Filmverlag der Autoren (1971) e seu maior sucesso internacional foi Die Ehe der Maria Braun (1979). Ganhou o levou o Urso de Ouro do Festival Internacional de Cinema de Berlim (1982) como Die Sehnsucht der Veronika Voss. 

De curta e intensa carreira e ascensão meteórica, onde retratou no palco e no cinema a sociedade alemã do pós-guerra do ponto de vista dos marginais, morreu em Munique, na Bavária germânica, vítima de uma overdose de drogas. Na sua obra cinematográfica de 33 filmes em 14 anos, com os excessos melodramáticos aliados à ironia, a estilização dos personagens e as discussões exacerbadas sobre relações de poder e violência que se tornaram um capítulo à parte na história do cinema alemão, foram destaques Katzelmacher (1969), Die bitteren Tränen der Petra von Kant (1972), Lola (1981), Berlin Alexanderplatz (1980) e Querelle (1982). 

Postumamente ainda foi exibido Een Turk uit Italie (1992), a peça teatral Tropfen auf heisse Steine (2000) e o especial na TV Die Bitteren Tränen der Petra von Kant (2001). Após sua morte (1982), o Novo Cinema Alemão entrou em declínio, com o desaparecimento gradualmente favorecido pela passagem do poder aos conservadores no país.

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