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Quintus Horatius

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Poeta lírico, satírico e filósofo latino nascido em Venúsia, posteriormente Venosa, Itália, cuja obra exerceu forte influência sobre os autores renascentistas e classicistas em geral, é considerada modelo de perfeição formal e de conteúdo ético.

Filho de um de um escravo emancipado e cobrador de impostos, foi educado em Roma e Atenas e estabeleceu-se em Roma como escriba de questores. Após o assassinato de Júlio César (44 a. C.), uniu-se ao grupo republicano e comandou uma legião do exército de Brutus na batalha de Filipos. Apesar da derrota, mas pôde regressar a Roma graças a uma anistia.

Conseguiu um cargo administrativo e entrou para os círculos literários, sob a proteção do influente Caio Mecenas e tornou-se o primeiro literato profissional romano. Gozou de grande prestígio junto ao Imperador Augusto, que a seu pedido compôs Carmen saeculare (20 a. C.), hino epistolar de caráter litúrgico dedicado a Apolo e Diana.Escreveu em latim e sua obra compreendeu quatro livros de odes (Carmina, 19 a. C.), um de epodos, dois de sátiras, os Sermones, dois de epístolas, as Carmem saeculare, escritas em hexâmetros, e a carta aos Pisões, a Arte poética). Seu primeiro livro conhecido Sátiras (35 a. C.), contém dez poemas em que discute questões éticas.

Os epodos formavam uma coleção de 17 poemas (41- 31 a. C.) e, logo depois publicou seu segundo livro de sátiras (30 a. C.). Sua obra-prima, no entanto, são os três livros de poemas líricos, as Odes (23 a. C.), complementados por um quarto volume (13 a. C.).

Sua poesia é de tal modo sentenciosa que muitos de seus versos acabaram se tornando provérbios. A influência de sua poesia sobre a literatura deu origem ao Horacianismo. Suas principais obras, de impecável perfeição formal, são dedicadas ao amor, aos dois sexos, ao vinho e a alegria de viver.

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