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Manuel Joaquim Henriques de Paiva

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Médico e autor lusitano nascido em Portugal e naturalizando-se brasileiro (1822), que viveu em Lisboa e no Brasil e foi um dos grandes médicos do seu tempo. Diplomado pela universidade de Coimbra, tornou-se professor de Matéria Médica e Farmácia, médico da Câmara Real e Cavaleiro da Ordem de Cristo. 

Quando Napoleão ordenou a invasão de Portugal, por razões políticas, foi preso e degredado para a Bahia. Quando da coroação (1816) de D. João VI, obteve clemência. Admirado pelo Conde da Palma, Governador da Capitania da Bahia, foi autorizado a ensinar Farmácia, por força de uma carta Régia de 29 de novembro (1819). Depois o imperador nomeou-o Professor de Matéria Médica e Farmácia ( 1824) do Colégio Médico-Cirúrgico da Bahia.

Como autor foi o que mais publicou, e são vários os seus volumes destinados à leitura e ao aproveitamento pêlos leigos. Alguns, mesmo, saíram como Aviso ao Povo, com os ensinamentos sobre os primeiros socorros, sobre os envenenamentos, sobre cuidados com as crianças, sobre as epidemias etc. 

Morreu na Bahia, sendo seu trabalho mais importante Diretório para se saber o modo, e o tempo de administrar o Alcalino volátil fluido nas asfixias, ou mortes aparentes, nos afogados, nas apoplexias, na mordedura de víbora, de lacraus e outros insetos, nas queimaduras, na raiva, e outras muitas enfermidades, Lisboa, na Régia Oficina Tipográfica (1782). Publicou também obras traduzidas de autores estrangeiros como a versão Medicina doméstica ou Tratado de prevenir e curar as enfermidades, com o regimento e medicamentos simples, escrito em inglês pelo dr.

Guilherme Buchan, traduzido para o português com várias notas e observações concernentes ao clima de Portugal e do Brasil, com o receituário correspondente, e um apêndice sobre os hospitais navais, medicina cirúrgica, além de elementos de fisiologia física e patológica. Na sua extensa bibliografia, ainda foram destaques: Dissertatio Medica, Madri (1776), Diretório para se saber o modo e o tempo de administrar o alcalino volátil fluido nas asfixias, Lisboa (1782), Exposições dos meios químicos de purificar o ar das embarcações, Lisboa (1798), Novo, fácil e simples método de curar as feridas do pelouro, etc, Lisboa (1801), Farmacopéia naval, Lisboa (1807), Memória sobre a encefalocele, Bahia (1815) e Dicionário de Botânica, Bahia (1819).

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