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Frederick Griffith

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Médico militar britânico nascido em Hale, sul da Inglaterra, que desenvolveu estudos pioneiros sobre o DNA como material hereditário (1928) a partir de pesquisas com a bactéria Streptococcus (diplococcus) pneumoniae, causadora da pneumonia, tornando-se assim no primeiro engenheiro genético da medicina. Graduou-se em medicina em Liverpool (1901), e após pesquisar o bacilo da tuberculose com seu irmão, Arthur Stanley Griffith (1871-1922), também médico microbiologista, juntou-se ao staff do Local Government Board (1911). Depois mudou-se para o Pathological Laboratory do Ministry of Health, em Dudley House, Endell Street, London, com seu senior colega e amigo, William McDonald Scott.

O laboratório cresceu e tornou-se Emergency Public Health Laboratory Service, o EPHLS. Descrito como um homem extremamente discreto, de aspecto tristonho e reticente e devotamente dedicado ao seu trabalho, inclusive relutante em publicar, seu primeiro famoso paper sobre tipos de pneumococos foi publicado no Journal of Hygiene (1925).

Depois publicou outro trabalho no Society Journal (1928) que lhe valeu um prêmio de £500 por sua contribuição a área da microbiologia. Com este trabalho demonstrou que bactérias não-virulentas podiam matar se fossem injetadas com bactérias virulentas mortas, mostrando que poderia haver transformações genéticas entre tipos de bactéria Em sua experiência injetou em um rato pneumococos não patogênicos juntamente com uma suspensão de pneumococos patogênicos inativos pelo calor.

Ao contrário do que seria de esperar o rato morreu em 24 horas, tendo o exame do sangue revelado uma proliferação de bactérias virulentas. A questão que se levantou foi a de saber qual seria a substância, presente na suspensão de bactérias inativas, capaz de induzir este comportamento inesperado nas estirpes não patogênicas. Ele descobrira, então, o princípio genético da transformação, hoje conhecido como DNA. Infelizmente o grande cientista inglês autor dessa famosa experiência, morreu enquanto trabalhava no EPHLS (1941), vítima de um bombardeio alemão contra a cidade de Londres, durante a segunda grande guerra, juntamente com seu colega Scott.

A natureza bioquímica do material genético estudado pelo cientista britânico foi elucidada (1944) por Oswald Avery (1877-1955) e seus colegas geneticistas canadense Colin McLeod ( 1909-1972) e estadunidense McLyn McCarthy (1911-), no Institut Rockfeller de New York. Era tio do bacteriologista John Stanley Griffith (1928- ), filho de Arthur e ganhador da Royal Society’s Faraday Medal.

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