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Franz Boas

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Antropólogo germânico nascido em Minden, então na Prússia, cujo trabalho contribuiu para firmar as bases da antropologia como ciência. De uma família judaica liberal, era filho de um comerciante de sucesso, Meier Boas, e de uma professora de jardim da infância, cujos princípios políticos tiveram reflexos na formação de suas idéias pioneiras sobre raça e etnicidade. Estudou física e geografia em Heidelberg, Bonn e Kiel, onde se doutorou em física (1881) defendendo uma dissertação sobre a cor da água.

Realizou uma expedição à ilha de Baffin ou a Baffinland, no norte do Canadá (1883-1884), onde estudou os esquimós, inclinou-se definitivamente pela antropologia e redigiu conclusões importantes sobre as teorias difusionistas e evolucionistas. Mudou-se para os Estados Unidos (1886) para ensinar na recém-fundada Universidade de Clark, Massachusetts e, depois, se transferiu para a Universidade de Colúmbia, em Nova York (1899). Nos Estados Unidos desenvolveu pesquisas tanto sobre a antropologia física estatística como sobre lingüística teórica e descritiva.

Desenvolveu também relevantes estudos etnológicos a respeito dos índios americanos, além de trabalhos relativos ao folclore e à arte autóctones. Entre sua vasta obra são considerados brilhantes The Mind of Primitive Man (1911) e General Anthropology (1942). Faleceu em New York City, New York, deixando como lição principal que não existem culturas superiores ou inferiores e que todas constituem fenômenos específicos e originais.

 

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