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François-Benjamin-Joseph Hennebique

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Engenheiro civil francês nascido em Neuville-Saint-Vaast, Pas de Calais, considerado o inventor do concreto armado na construção civil. Começou a sua carreira na construção, como aprendiz pedreiro, em Arras, aos 25 anos. Na Exposição de Paris (1867) ele viu as banheiras e tanques construídos com concreto reforçado com malha de arame, por Joseph Monier, e foi estimulado em buscar um modo para aplicar este novo material na construção de edifícios. 

Ele começou com lajes de piso (1879) até chegar à construção de um edifício completo usando vigas estruturais de concreto reforçadas com estribos e barras longitudinais projetadas para resistir às forças de tração contra qual o concreto era fraco. Em alguns anos ele tinha aperfeiçoado sua técnica, descobrindo conceitos ainda hoje de uso geral, por reforçar colunas, vigas, e fundações nas quais ele demonstrou na construção de um prédio de apartamentos em Paris.

Patenteou, então, sua técnica, em Bruxelas (1892), sobre o sistema resultante de mais de uma década de experiências construindo estruturas de concreto. Além disso ele estabeleceu novos moldes para sua atuação, licenciou construtores de sua confiança para utilizarem seu sistema e passou a atuar como coordenador/consultor. 

Construindo uma equipe técnica e apontando agentes em diferentes partes do mundo, ele desenvolveu uma organização comercial que permitiu uma rápida expansão mesmo sob um rígido controle, de modo a garantir a qualidade das estruturas realizadas com seu sistema. Especialista em estruturas, inventou novas técnicas de construção com concreto armado, como o emprego de estribos, barras longitudinais e barras dobradas, num arranjo bastante similar ao utilizado atualmente.

Começando (1892) com um único escritório, cinco anos mais tarde já tinha 17 escritórios e 55 licenciados. Com sua organização chegou (1909) a 62 escritórios, sendo 43 deles na Europa, 12 nos Estados Unidos e o restante na África e Ásia, executado aproximadamente 3000 projetos, e uma média de 100 pontes por ano durante o período. 

Morreu em Paris e pode-se dizer que o seu trabalho foi mais de selecionar e compilar boas técnicas já empregadas do que em inovar, visto que uma grande parte do seu sucesso deveu-se mais a notáveis técnicas de administração e marketing utilizadas, como a publicação de uma revista contendo boletins técnicos e novas realizações e contratos da empresa.

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