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Francisco Melo Palheta

Militar, capitão-tenente da guarda-costa e desbravador brasileiro nascido Vigia, Província do Grão Pará, conhecido por trazer o café para o Brasil. Funcionário brasileiro a serviço de Portugal, ocupou o cargo de sargento-mor no Pará. Comandou uma expedição ao rio Madeira (1722) e alcançou a foz do Mamoré e seguiu seu curso até atingir a aldeia de Santa Cruz de Cajajuvas, sede de uma missão jesuítica no Peru. 

Em nova expedição (1727) subiu o Oiapoque para verificar a existência de marcos fronteiriços e prosseguiu viagem até Caiena, na Guiana Francesa, onde recebeu clandestinamente da esposa do governador francês Claude d’Orvilliers, um punhado de sementes de café, cuja exportação era proibida pela França, e mais cinco mudas.

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Trouxe-os para o Brasil e fez a primeira plantação em suas terras, no município da Vigia, Pará, onde chegou a possuir mais de mil pés. O cultivo do café havia sido introduzido na Guiana Holandesa ( 1714) e na Jamaica ( 1718), expandido-se, a partir de então, pelas regiões tropicais da América do Sul. Conta-se que começaram a chegar a Portugal pequenas partidas de café do norte do Brasil (1731) e que três anos depois (1734) entravam no porto de Lisboa três mil arrobas remetidas pela Companhia Geral do Maranhão e Grão-Pará, numa época em que ainda era pequeno o consumo do café em Portugal.

A serviço de Portugal esteve (1722) explorando o Rio Madeira, que era originalmente conhecido por Caiari, sendo seu relato de viagem publicado por Capistrano de Abreu (1884). Segundo historiadores ele pode ser considerado um dos grandes bandeirantes da Amazônia, ajudando a incorporar a coroa e, conseqüentemente ao Brasil, uma grande extensão territorial amazônica, ainda virgem e não colonizada. Como a do seu nascimento, a data de sua morte é estimada.

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