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Francisco de Vitória

Teólogo espanhol nascido em Vitória, província basca de Álava, histórico por sua dedicação à defesa dos direitos dos índios do Novo Mundo e à limitação das causas que justificam a guerra, uma obra constituída na afirmação de princípios éticos universais e de igualdade entre os povos. Ordenou-se dominicano e estudou teologia na Universidade de Paris, onde lecionou até voltar à Espanha (1523). Ensinou em Valladolid até assumir a cátedra de teologia da Universidade de Salamanca (1526), que ocupou até morrer, naquela cidade. 

Em sua original, solitária e belíssima pregação humanista, questionou a legitimidade da conquista espanhola da América, mesmo que fosse para combater paganismo ou práticas como o canibalismo ou sacrifícios humanos entre os nativos, pois os pagãos não eram irracionais. Para ele o papa não tinha o direito de dar a monarcas europeus domínio sobre povos primitivos a deveria se limitar ao controle do trabalho missionário.

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Os soberanos conquistadores deveriam garantir tratamento justo e igualitário a indígenas e colonos, pois todos eram seus súditos, com direitos iguais e, assim, os nativos tinham o direito a propriedade e a ter dirigentes próprios. Outro tema de seus estudos foi a guerra, onde pregou que ela só seria admissível em legítima defesa e para corrigir um erro muito grave, mesmo assim, precedida de todos os esforços possíveis de conciliação e arbitragem.

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