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Fernão Lopes

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Cronista histórico lusitano nascido em Lisboa, Portugal, considerado precursor dos modernos métodos historiográficos e criador da prosa ensaística de língua portuguesa. De uma família de camponeses, teria freqüentado a Escola Catedral de Lisboa. Notabilizou-se quando trabalhou (1418-1454) como Guarda-Mor das escrituras da torre do Tombo, em Lisboa, no reinado de D. João I, quando também foi escrivão dos livros do rei e do infante e, depois, tabelião para todo o reino e senhoria da coroa. Por ordem do infante D. Duarte, começou (1419) a redigir a Crónica dos Sete Primeiros Reis de Portugal, uma obra dividida em três etapas que iam desde o século XIV até seu tempo e que restam poucos manuscritos incompletos e três volumes integralmente preservados: Crônicas del-rei D. Pedro, Crônica del-rei D. João I e Crônica del-rei D. Fernando.

Ao subir ao trono, D. Duarte, concedeu-lhe uma tença de 14 000 réis anuais uma carta de nobreza como reconhecimento pelos seus méritos e o título vassalo de el-rei (1434). Devido a idade avançada teve que deixar seu trabalho na Torre do Tombo (1454) e ser substituído no cargo de guardador das escrituras do Tombo por Gomes Eanes de Zurara, e morreu presumivelmente em Lisboa. Em sua obra descreveu com brilhantismo todos os acontecimentos, especialmente bélicos, políticos, econômicos e sociais, valorizando as fontes documentais e dados obtidos com testemunhas de comprovada fidedignidade. Procurou identificar as causas dos acontecimentos e explicá-los do ponto de vista político e econômico, o que o levou até criticar os reis a que servia e mostrar-se simpático às classes subalternas. Criou a prosa literária da língua portuguesa em sua modalidade ensaística e factual, a concepção popular da história, marcada sobretudo pela imparcialidade que se esforçou por manter.

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