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Di Cavalcanti

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Pintor brasileiro nascido no Rio de Janeiro, RJ, que apesar da influência cubista e mesmo surrealista, foi um dos mais típicos pintores brasileiros pela temática popular, que inclui o carnaval carioca, mulatas sensuais, paisagens suburbanas e naturezas-mortas com frutas tropicais. Iniciou sua atividade artística como desenhista (1914) fazendo ilustrações, charges e caricaturas. Teve seu trabalho publicado pela primeira vez em uma revista (1914), mas realmente iniciou a carreira publicando charges políticas na revista Fon-Fon (1916), no mesmo ano em que expôs no Salão dos Humoristas uma série de ilustrações sobre a Balada do cárcere de Reading, de Oscar Wilde. Começou a pintar (1917) sob influência do art nouveau. Realizou sua primeira mostra individual (1917), como desenhista; era então na opinião de Mário de Andrade, o menestrel dos tons velados, e utilizava como meio de expressão predileto o pastel, evocando figuras femininas de angelitude então em voga.

Transferiu-se (1921) para São Paulo, onde realizou sua primeira exposição de pinturas, com 12 obras nas quais se observa certa persistência de tendências passadas, como o Impressionismo e o Simbolismo, temperadas com algumas pitadas de Expressionismo, e em seguida participou com da Semana de Arte Moderna (1922), recebendo críticas à sua mudança na arte da época. Viajou para Paris (1923), onde se dedicou exclusivamente à pintura e onde sofreu muitas influências no trabalho. Voltou (1925) com visíveis influências de Picasso e Braque e tomado de admiração pela obra de Ticiano, após passagem pela Itália. Retornando ao Brasil realizou nova mostra e uma exposição individual, onde Mário de Andrade não poupou elogios aos seus trabalhos e à maneira explendida como mostrou o Brasil como ele é. Executou os primeiros painéis modernos do Brasil para o teatro João Caetano, no Rio (1929), e neles deixou as marcas de seu estilo: um cubismo atenuado por curvas barrocas e motivos populares como o carnaval e o samba.

Voltou a residir em Paris (1935-1940) e, nesse período, pintou várias obras de temática brasileira, como Scène brésilienne (Museu Nacional de Arte Moderna, Paris) e Ciganos (Museu Nacional de Belas-Artes, Rio de Janeiro). Na década seguinte atingiu o apogeu de seu talento e se tornou um dos mais notáveis pintores brasileiros gerados pelo modernismo. Juntamente com Alfredo Volpi, ganhou o prêmio de melhor pintor nacional da II Bienal de São Paulo (1953), arrebatou o primeiro prêmio da Mostra de Arte Sacra em Trieste (1956) e conquistou a medalha de ouro da II Bienal Interamericana do México (1960). Também executou tapetes, para o palácio da Alvorada, em Brasília, e jóias, para a firma Lucien, no Rio de Janeiro, escreveu dois livros de memórias: Viagem da minha vida (1955) e Reminiscências líricas de um perfeito carioca (1964) e morreu na cidade o Rio de Janeiro. Ainda em vida (1971), o Museu de Arte Moderna de São Paulo realizou uma grande retrospectiva de sua obra. Dentre seus diversos álbuns, citem-se Páginas de um álbum de notívago e Realidade brasileira. Há exemplos de sua obra pictórica e gráfica nos principais museus brasileiros, como o Museu Nacional de Belas-Artes e o Museu de Arte de São Paulo, e em instituições estrangeiras, como o Museu de Arte Litúrgica de Roma.

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