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David Livingstone

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Explorador britânico nascido nascido em Blantyre, Lanarkshire, Escócia, universalmente conhecido por suas expedições pioneiras ao interior do continente africano. De família calvinista humilde, aos dez anos começou a trabalhar numa fiação e decidiu tornar-se médico missionário (1834 ) e passou a estudar grego, teologia e medicina em Glasgow. Embarcou para a Cidade do Cabo, a serviço da Sociedade das Missões (1840), e seguiu para o norte até Kuruman, pregando o cristianismo e ensinando os nativos a continuar seu esforço evangelizador. Sua habilidade no tratamento com o negros, permitiu-lhe chegar até a região do Kalahari (1842), onde aprendeu as línguas locais. Recuperado de um grave ataque de um leão (1844), tornou-se conhecido no Reino Unido (1849) pela descoberta do lago Ngami e do deserto de Kalahari, que lhe valeram uma medalha da Real Sociedade Geográfica Britânica. Indignado com o comércio de escravos, empenhou-se no desbravamento das rotas comerciais, na esperança de alterar a situação.

Ganhou a proteção da tribo makololo (1851) e com o auxílio desses, atravessou a África meridional (1853) e desbravou a costa ocidental até Luanda. Descobriu o lago Dilolo (1854) e acompanhou o rio Zambeze em direção ao mar, o que o levou a descobrir as grandes cataratas a que deu o nome de Vitória (1855). Alcançou Quelimane (1856), no litoral do oceano Índico e, de volta à Grã-Bretanha, publicou um livro que o tornou célebre, Missionary Travels and Researches in South Africa (1857). Retornou à África (1858), patrocinado pelo governo e descobriu o lago Niassa, no Malaui, e uma rota para o interior. Em 1864 voltou à Grã-Bretanha mas dois anos depois estava novamente na África, na chefia de uma expedição com a finalidade de descobrir as nascentes dos rios Nilo, Congo e Zambeze. Descobriu os lagos Muero (1867) e Bangueolo (1868).

Alcançou Ujiji (1869) e chegou às proximidades do rio Lualaba (1871), que desemboca no Congo, onde foi encontrado pelo jornalista Henry Morton Stanley, enviado pelo New York Herald especialmente para verificar se ele ainda estava vivo. Juntos, exploraram durante quatro meses o extremo norte do lago Tanganica e concluíram que não integrava a bacia do Nilo. Obcecado pela busca da nascente do Nilo, iniciou outra expedição desbravadora (1872), mas na época das chuvas perdeu-se na região do lago Bangueolo, mas ainda atingiu Ilala, no sul. Atacado repetidamente pelas doenças tropicais, morreu em Chitambo, atual Zâmbia, e seu corpo foi embalsamado e sepultado com grandes honras na abadia de Westminster, em Londres (1874).

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