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Daniel Bovet

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Farmacólogo e fisiologista suíço nascido em Nêuchatel e naturalizado italiano (1947), notável pela sintetização de centenas de compostos medicamentosos e Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina (1957). Filho de Pierre Bovet, professor de Pedagogia na Universidade de Genebra e de sua esposa Amy Babut, completar os estudos secundários e formou-se na Universidade Genebra (1927), onde também viria a se doutorar (1929). Passou alguns anos como assistente do professor F. Batelli na Faculdade de Fisiologia, e depois trabalhou para o professor Guyenot, preparando sua tese em zoologia e anatomia comparada. Entrou (1929) para o Instituto Pasteur de Paris como assistente do diretor Professor Ernest Fourneau e depois como professor e pesquisador do Laboratório de Química Terapêutica (1932), tornando-se seu diretor (1937).

Ali descobriu o poder bactericida dos compostos de sulfanilamida. Descobriu a primeira antiistamina (1944), a pirilamina (mepiramina). Nomeado Cavaleiro da Legião de Honra de França (1946), aceitou (1947) o convite do Professor Domenico Marotta, diretor do Instituto Superiore di Sanità, em Roma, para ir na Itália e organizar o Laboratorio di Chimica Terapeutica do Instituto. Imediatamente tornou-se diretor da seção de farmacologia do Instituto Superiore di Sanità, em Roma (1947) e cidadão italiano. Publicou com sua esposa, em Basel, o importante livro sobre fármacos usados para o tratamento da Doença de Parkinson, como estricnina e tranqüilizantes, Structure chimique et activité pharmacodynamique des médicaments du système nerveux végétatif (1948). Obteve a Cátedra de Química Farmacêutica da Faculdade de Ciências Naturais da Universidade de Genebra (1949). Ganhou o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina (1957) por suas descobertas relativas aos componentes sintéticos que inibem a ação de certas substancias presentes no corpo, e especialmente sua ação sobre o sistema vascular e músculos do esqueleto, especialmente o desenvolvimento de relaxantes musculares, como o curare, e a primeira antiistamina sintética efetiva no tratamento de reações alérgicas.

Foi docente de farmacologia da Università di Sassari (1964-1969) de onde saiu para fundar e ser diretor (1969-1976) do Laboratorio di Psicobiologia e Psicofarmacologia del CNR a Roma, em Roma. Também foi professor de psicobiologia da Università di Roma (1971-1982), quando finalmente aposentou-se. Publicou com sua esposa e G. B. Marini-Bettòlo, em Amsterdã, outro importante livro sobre suas pesquisas sobre fármacos usados para o tratamento da Doença de Parkinson, Curare and Curare-like Agents (1959). Embora tenha sintetizado várias centenas de compostos medicamentosos, não se preocupou em patentear nenhuma de suas descobertas. Anos depois, publicou em Paris outro interessante livro: Une chimie qui guérit. Histoire de la pharmacie et de la découvert des sulfamides (1988). No total publicou mais de 300 ensaios sobre biologia, farmacologia geral, quimioterapia, farmacologia do sistema nervoso, terapia de condições alérgicas, síntese das anti histaminas, sobre o curare e seu uso como coadjuvante em anestesia, sobre várias modificações do equilíbrio hormonal, e sobre vários aspectos da farmacologia do sistema nervoso central.

Recebeu Diplomas Honorários pelas Universidade de Palermo, Rio de Janeiro, Genebra, Montpellier, Paris, Nancy, Praga e Estrasburgo, e foi membro de muitas Sociedades conhecidas na Itália, França, Grã-bretanha, Estados Unidos, Brasil, Argentina e Índia. Além do Prêmio Nobel recebeu várias outras condecorações, alguns compartilhados com sua esposa. Foi casado por mais de 60 anos (1931-1992) com a intelectual comunista italiana Filomena Nitti, que se tornou sua colaboradora contínua em seu trabalho, irmã do bacteriologista do Institut Pasteur, Federico Nitti (1903-1947), ambos filhos do economista e político Francesco Saverio Nitti, e morreu em Roma (1992).

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