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Agripino Grieco

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Poeta, crítico e ensaísta brasileiro nascido em Paraíba do Sul, Estado do Rio de Janeiro, que notabilizou-se pela verve satírica e o fez admirado e também temido por suas críticas ferinas. Filho de italianos, foi educado em seu município, onde havia uma pequena biblioteca que o permitiu entrar em contato com Camilo Castelo Branco e os romances de capa e espada.

Finalmente transferiu-se para o Rio de Janeiro (1906), onde trabalhou como funcionário público. Ao contrário dos costumes de muitas famílias da época, seu pai sempre o estimulara para o carinho pelas letras e, assim, aos 19 anos, iniciou-se oficialmente na literatura quando estreou com o livro de poesias Ânforas (1910), escrito sob a influencia de Olavo Bilac.

A obra recebeu menção honrosa da Academia Brasileira de Letras, o que na época consubstanciava realmente uma distinção. Reuniu no livro Fetiches e fantoches (1921) trabalhos satíricos publicados nas revistas ABC e Hoje. Logo depois fez estudos literários, que também foram agrupados em Caçadores de Símbolos, que o pôs em contato com Tristão de Ataíde, critico literário de O Jornal.

Passou a colaborar no Boletim de Ariel e em O Jornal, onde por algum tempo substituiu Tristão de Ataíde na crítica literária. e tornou-se um dos mais respeitados escritores brasileiros. Além de escrever dedicava a maior parte do tempo à leitura, formou uma biblioteca com mais de cinqüenta mil volumes e morreu no Rio de Janeiro. Entre suas publicações citam-se o livro de contos Estatuas Mutiladas (1913), Evolução da poesia brasileira (1932), Evolução da prosa brasileira (1933) e Poetas e prosadores do Brasil (1968).

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