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Afonso X de Castela e Leão

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Soberano caatelhano nascido em Burgos, notabilizado por seu papel decisivo dentro da evolução cultural européia. Primogênito de Fernando III e da princesa germânica Beatriz de Suábia, aos 23 anos, obedecendo a motivações políticas, contraiu matrimônio com Violante de Aragão, e subiu ao trono após a morte do pai (1252). Embora de formação militar, as únicas contribuições bélicas de importância que seu reinado deu à Reconquista foram a campanha de Niebla, cidade tomada pelo monarca (1262), e as de Jerez, Medina-Sidonia, Lebrija e Cádiz. Politicamente também foi de pouca notoriedade seu reinado, inclusive para sufocar o levante mudéjar em Múrcia e na zona cristã da Andaluzia, viu-se forçado a pedir o seu sogro, o rei aragonês Jaime I.

Na realidade, grande parte das dificuldades do seu reinado deveu-se a seu intento de reforçar a autoridade real, o que lhe acarretou numerosos choques com os nobres, além do tempo perdido com suas pretensões frustradas ao trono imperial germânico, aspiração pela linha materna. Eminentemente voltado para o desenvolvimento da cultura e ciências, trouxe para Toledo, Sevilha e Múrcia, os mais destacados cientistas árabes, judeus e cristãos da época, e impulsionou a célebre escola de tradutores na primeira dessas cidades e integrou ativamente a produção dessas equipes. Ali foram produzidos com a assinatura do soberano principalmente importantes livros de história, jurídicos, científicos, astronomía, de fábulas e de poesias.

Esssa extraordinária obra cultural e científica, teve três conseqüências transcendentais: com ela se estabeleceram os alicerces da língua castelhana, criou-se um vínculo entre a Europa medieval e a cultura árabe, e pela primeira vez se considerou a história de uma perspectiva moderna. Os últimos anos do rei foram dedicados a resolver a questão sucessória. Entre seus dez filhos, tiveram particular importância histórica o primeiro, Fernando, cuja morte ocasionou lutas armadas por questões sucessórias.

Afonso de la Cerda, filho do primogênito falecido e, portanto neto do rei, e o infante Sancho, partiram para disputar o trono. O filho do rei levou a melhor e conseguiu ser declarado herdeiro da coroa, com o nome de Sancho IV, opondo-se além disso a estabelecer um reino em Jaén para seu sobrinho e oponente, como desejava o rei. Isso provocou a guerra entre pai e filho, mas o monarca só contou com o apoio de Múrcia e Sevilha, cidade onde morreu (1284). 

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