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Afonso de Albuquerque

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Militar, conquistador e político português nascido na Quinta do Paraíso, perto de Alhandra, considerado a figura mais emblemática da expansão portuguesa no Oriente e que como segundo vice-rei da Índia foi maior responsável pela expansão do poder das feitorias lusas nesse país. Descendente da nobreza lusitana, foi criado na corte de D. Afonso V, serviu em praças-fortes portuguesas de Marrocos e integrou a guarda pessoal de D. João II. Na sua primeira missão na Índia (1503-1505), confiada por D. Manuel I, fundou a fortaleza de Cochim, travou combate com os turcos e com tropas muçulmanas do reino de Calecut, e estudou profundamente a região. 

Com prestígio em alta, foi nomeado (1506) por D. Manuel I para substituir o governador D. Francisco de Almeida. Ao chegar a Índia (1508), Almeida negou-se a reconhecer a carta secreta do rei na qual o nomeava governador e, além de não lhe transferir seus poderes, o aprisionou na fortaleza de Cananor. Com a chegada da esquadra do marechal Fernando Coutinho (1509), o insatisfeito governante não pode resistir e entregou o cargo a seu sucessor. O novo vice-rei deu início a sua ofensiva regional para controlar todo o comércio da área e antes de assumir as suas funções de governador, assaltou e tomou os portos de Omã e de Ormuz.

Conquistou sucessivamente Goa, Cambaia, Calicut, Narsinga, Malaca e Ormuz (1510-1515). Comandou a primeira esquadra européia a entrar no mar Vermelho (1513), consolidando, assim, o domínio português no Oriente (1514). Seu plano estratégico era instalar uma linha de fortalezas que pudesse controlar a navegação no mar Vermelho, impondo o domínio português sobre uma vasta área territorial, expulsando as forças do Império Otomano.

Porém, seus sucessivos sucessos de conquistas e sua visão de um amplo domínio português no Oriente, renderam-lhe muitos inimigos invejosos na corte, até que o rei foi convencido a substituí-lo por Lopo Soares de Albergaria, um desses fortes inimigos. Frustrado e doente, morreu durante a viagem de Ormuz para Goa, quando ia passar oficialmente o cargo de vice-rei ao seu substituto, consciente do boicote de que fora vítima.

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