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Colonização e independências

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Colonização e independência

O norte da África teve um considerável desenvolvimento que se deve à influência da civilização egípcia, à expansão árabe, e à presença grega, fenícia e romana. Após este longo período de progresso, a porção setentrional da Áferica se conservou imperceptível, até que fosse redescoberta novamente pelos europeus.

A África Subsaariana, permaneceu afastada do mundo mediterrâneo pelo deserto do Saara até o final do século XIX, quando foi invadida e explorada pelos europeus, graças ao mar que serviu como instrumento de relações.

Colonização Européia

Em meados do século XIX, as grande potências da europa despertaram um interesse pelo continente africano, que até então só havia sido atingida na parte periférica, principalmente por portugueses e espanhóis.  
Logo, o continente já estava sendo dividido entre alguns estados da Europa, e em 1884-85, na Conferência de berlim, que reuniu quatorze países europeus, além da Rússia e EUA, esta partilha foi aprovada.

Nesse Congresso, os territórios coloniais já conquistados foram demarcados, e suas fronteiras foram definidas, e também foram determinadas as normas para a ocupação de novos territórios.

Após a Conferência, a colonização européia começou a avançar por todo território africano, e após alguns anos, quase todo o continente estava ocupado pelos europeus.

Veja no mapa abaixo como o continente africano ficou ocupado pelas potências européias: 

No início do século XX, era considerado um continente colonial, sendo até chamado de “quintal da Europa”. 

Com o término da Segunda guerra Mundial no território africano, praticamenrte todo o continente ainda era colonial, pois somente quatro países estavam independentes:

Egito –permaneceu protetorado britânico até ser anunciada a sua independência em 28 de fevereiro de 1922. Mas permaneceu na área de influência britânica, que tinha o controle militar e financeiro da área mais importante do Egito, o canal do suez.

Etiópia – ficou sob o dominio da itália de 1935 a 1941, quando passou para o centro de influência britânica.

Libéria – instittuída no ano de 1822, pelos EUA, com o intuito de acolher descendentes de escravos negros norte-americanos. Apesar de ser oficialmente autônoma, sempre esteve relacionada economicamente com os EUA.

Sul-Africana – apesar de ser autônoma desde 1909, ainda se mantinha economicamente vinculada com a Comunidade Britânica das Nações.
Independência Africana

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, as antigas potências coloniais estavam esgotadas, e com isso houve o início da descolonização. Após alguns anos, o território africano não era mais caracterizado como “continente colonial”, graças aos movimento. de libertação das colônias européias.

Os Estados que surgiram repentinamente na África são resultado da influência dos colonizadores. Essas novas unidades politicas foram desenvolvidas conforme os interesses europeus, onde não estava previsto a criação de novos Estados soberanos.

Quando ocorreu a partilha da África, o continente era, na prática, desconhecido. Todas as regiões foram ocupadas por diversos impérios coloniais, sem levar em consideração as condições naturais, as tradições do povo africano, e a diversidade étnica.

Do ponto de vista africano, esse fato, nada mais foi do que um processo de unificação, porque os povos que ali estavam foram inferiorizados a 50 novos estados, com fronteiras traçadas de acordo com os interesses dos europeus. Entendemos, portanto, os extensos conflitos tribais e étnicos que ocorrem no continente africano, aumentando cada vez mais o número de mortos.

Muitos dos novos Estados africanos se livraram do imperialismo clássico, mas ficaram dependentes do neocolonialismo, ou neoimperialismo. Essa nova forma de domínio se fortaleceu principalmente através dos empréstimos de capitais, do aumento das dívidas externas, participação do investimento estrangeiro na economia e o domínio no setor industrial pelas multinacionais.

Portanto, ao alcançar a sua independência política, a África percebeu que se tornava dependente na economia, pois o desenvolvimento desse setor estava subordinado à ajuda externa.

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